Entrevista – Pedro Augusto

Entrevista-Slide 8 de junho de 2012 5 Comentários Postado por João Paulo

A entrevista abaixo conta a história de como foi a caminhada no Movimento Empresa Júnior de Pedro Augusto Silva. Com certeza você irá tirar lições valiosas para sua carreira pessoal e profissional. Boa leitura!

 

Nome: Pedro Augusto Mendes e Silva.

Ano de graduação: 2006/2011-2

O que faz: Desenvolvimento e Marketing Web na CPT e Fundador da Web Feroz

Agradeço a No Bugs pelas várias oportunidades que me trouxe e especialmente, neste caso, por me permitir contar a minha história. Presumo que o texto a seguir será longo, pois detalharei bastante os mais de quatro anos que vivi nessa empresa e espero que possa servir para aquelas pessoas que compartilham do mesmo sentimento que eu pela No Bugs. Essas certamente não terão preguiça para saber um pouco mais sobre a nossa história. Vamos lá!

 
Ao ser aprovado no vestibular, chegou a minha casa uma cartinha bem simples e que falava da No Bugs, foram feitas apresentações aos calouros e abriram o processo seletivo que era muitíssimo concorrido, mas nada disso foi suficiente para chamar minha atenção. Com o passar do tempo eu fui criando certa antipatia pela No Bugs, talvez tenha sido eu um dos maiores detratores que a No Bugs já teve. Em minha cabeça passava a ideia de “panelinha” de pessoas arrogantes que classificam se você pode ou não fazer parte da turma deles. Foi quando dois, dos três, maiores amigos que fiz em Viçosa decidiram tentar o processo seletivo que eu acabei, meio que sem querer, comprando 1 kg de alimento para me inscrever no último dia e de última hora para uma vaga, no Departamento de Relações Públicas, no segundo semestre de 2007.

 
Recordo que havia mais de 40 pessoas para a dinâmica de grupo, a grande maioria tentando para o Departamento de Projetos e outros quatro candidatos concorrendo para mesma vaga que eu. Fiquei muito entusiasmado e após dinâmica e entrevista eu só sabia que queria muito fazer parte da No Bugs, dedicaria o tempo que fosse preciso para ser aprovado e faria minhas atividades da melhor forma possível. Foi assim que fui aprovado ao final do Processo Trainee, embora não convencesse plenamente as pessoas que conviviam comigo e que não conseguiram acompanhar o meu progresso enquanto trainee.

 
O desejo inicialmente inexplicável de ser No Bugs foi ficando cada dia mais claro pra mim. No princípio eu tinha uma enorme vontade de convencer meus colegas de curso que aquele aluno medíocre não seria um fraco profissional quando caísse no mercado de trabalho, essa vontade foi passada para mostrar também aos professores, mas isso ainda não explicava todo o meu desejo, inexplicável e muitas vezes incompreensível para amigos e familiares. À medida que eu ia me dedicando à No Bugs, mais eu queria mergulhar de ponta no mundo do empreendedorismo e foi assim que coloquei em mente me tornar Diretor de Relações Públicas e em seguida Presidente da No Bugs, seria minha primeira grande chance de liderar um grupo grande de pessoas e mais do que isso: um grupo seleto de grandes líderes. Mas foi quando eu deixei a presidência e me tornei membro do Departamento de Marketing por um período que descobri que o que me movia dentro da No Bugs não era a busca de um reconhecimento pessoal, aprendizado individual ou mesmo uma boa rede de contatos. Eu estava empenhado e trabalhando por uma causa, causa nobre essa que é a potencialização de talentos e a disseminação do empreendedorismo.

 
Desde o meu primeiro dia na No Bugs eu questionei a forma como as coisas eram feitas, os processos existentes e a forma como a empresa era gerenciada. Foi questionando e ao lado de outros questionadores que conseguimos dar o primeiro passo para inverter um quadro de desmotivação dos colaboradores e uma visão ruim pelos colegas e professores do curso, no qual a No Bugs se encontrava em 2008. O marco para essa mudança é a elaboração do Planejamento Estratégico (PE) 2009-2011. Foi o primeiro planejamento trienal da empresa, o que distinguia o mesmo dos PEs construídos em 2007 e 2008, também pelo novo foco da visão que era de sermos reconhecidos pelo Departamento de Informática como a melhor fonte de valor agregado aos alunos. Sentimos o valor de trabalhar pela nossa causa, entendendo que o sucesso viria se nosso foco fossem as pessoas: nossos colaborados e em seguida todos os alunos do curso.

 

O ano de 2009 foi muito difícil, trabalhamos muito internamente, começamos a mudança de cultura e tiramos da cabeça dos colaboradores a brincadeira recorrente de fechar as portas. Foi preciso implantar novas condutas, simples, mas que anteriormente pareciam absurdas, como a que todos os colaboradores devem ter horário na sede (mesmo aqueles que não tinham essa obrigação prevista no edital de seleção que participaram) ou a de que a ausência em reuniões acarretaria em assembleia para retirar do colaborador a condição de membro da empresa. Todas essas mudanças geraram muita discussão, mas a confiança na empresa começou a se reestabelecer nesse ano e a prova disto foi a indicação para nos destacar entre as 20 melhores Empresas Júniores do Brasil pelo nosso desempenho no primeiro período de 2009. Destaque esse que foi concebido pelos resultados obtidos em 2009-2.

 
Começamos o ano 2010 com muitos outros problemas, mas o maior deles não nos assombrava mais, as pessoas que constituíam a empresa estavam motivadas e as experiências negativas tornaram-se apenas calos de resistência para encarar o que estivesse por vir. Nesse cenário havia a oportunidade de reafirmar o sentimento de ser No Bugs, proposto pelo então Diretor de Projetos e Presidente no ano seguinte, Jhoney Lopes, em sua proposta de plano de ação para a Diretoria. Ser No Bugs foi traduzido para um sentimento que se aplica a todas as pessoas que questionam, promovem ações, saem do lugar e estão dispostas a mudar a mundo. O nosso mundo, No Bugs, foi inundado por essa ideia que foi carinhosamente chamada de Sentimento de Dono e combate um comportamento geralmente encontrado em funcionários públicos. O Sentimento de Dono aumentou o comprometimento dos colaboradores, quando esses sentiram ter mais autonomia e possuíam mais liberdade para traçar o futuro da empresa. Acabamos fazendo muito mais que vestir a camisa ou tatuarmos no peito, nós marcamos na alma! É como dizem “o que engorda o gado é o olho do Dono”, então tornamos todos os colaboradores Donos da Empresa para engordar todo o nosso rebanho.

 
Graças a todas essas experiências, negativas e positivas, e principalmente as brilhantes pessoas que trilharam esse caminho comigo que os momentos de glória foram maiores que os de insatisfação, celebramos muitas vezes, vibramos com as menores conquistas e por isso em momento algum eu perdi a esperança. Eu cresci muito profissionalmente, aprendi o valor das pessoas, conceitos de liderança, o poder da autonomia e a importância de transformar onde estou em um lugar melhor, para garantir que alguém melhor dê continuidade ao meu trabalho e essa foi a minha maior conquista na No Bugs: tive certeza de ter feito o meu melhor trabalho quando as pessoas ao meu redor eram todas melhores do que eu. Realmente valeu todo o esforço.

 
Em toda a minha trajetória no Movimento Empresa Júnior (MEJ) eu assumi vários cargos, como o de Diretor de Comunicação da CEEMPRE ou Assessor de Núcleos da Brasil Júnior. Ajudei a organizar eventos como o EMEJ 2010, no qual eu fui mestre de cerimônia também, e perdi a contas de quantos foram os eventos que eu participei, mas sem dúvidas me recordarei por muito tempo da cultura paulista para os negócios (não deixem de ir aos eventos em SP). Olhar para fora da No Bugs e conhecer outras EJs foi fundamental para me ajudar nas mudanças que fizemos do lado de dentro. Sabendo disso, eu investi um bom tempo no MEJ. O MEJ/UFV é extremamente colaborativo, a união das EJs é que garante o sucesso da disseminação do empreendedorismo na UFV e por isso a CEEMPRE hoje é maior que quase todas as Federações e a UFV é possivelmente a instituição com o maior número de EJs no mundo. Aproveitem a oportunidade de estarem nesse ambiente e façam uma boa rede de contatos, com pessoas que se lembrarão de você pelo bom trabalho que você fez, mas cuidado para não lembrarem por outros motivos (rs).

 
Recentemente eu me formei e fui contratado imediatamente, na empresa que eu estagiava, ouvindo dizer “Queremos você, pela sua habilidade de resolver problemas” e por uma proposta melhor do que seria sem o aprendizado que tive na No Bugs. Outras oportunidades de emprego já surgiram por indicações de pós-juniores, além de propostas de indicações por outros. O MEJ está se tornando uma gigante rede profissional, mas não se engane que basta entrar no MEJ para conseguir esses benefícios, é preciso fazer a diferença! Em muito pouco tempo foram várias propostas, talvez porque nossa área esteja escassa de profissionais, mas ainda assim existem desempregados, afinal as empresas sobrevivem por um sistema de meritocracia: se você gera resultados você é bom para a empresa e será recompensado, se não, você é mandado embora! Por isso ter a No Bugs no curriculum não muda nada, acredito inclusive que curriculum é apenas para informar que você não é uma toupeira completa!

 
Estou certo de que serão muitas as oportunidades que virão por intermédio do MEJ, pois fiz o meu melhor trabalho, garantindo as pessoas uma lembrança positiva quando se recordarem do tempo que trabalharam comigo. Independente disso as habilidades que eu desenvolvi é o meu grande diferencial. O MEJ me ensinou a formula para o sucesso de uma conquista e agora estou indo em busca de tudo que aquilo que eu desejar!

Sobre - João Paulo

Graduando em Ciência da Computação na Universidade Federal de Viçosa, empresário júnior, Conselheiro Consultivo da No Bugs, Gerente de Alinhamento e Excelência da CEEMPRE e apaixonado por empreendedorismo. Contatos pelo facebook ou por e-mail.

Veja também...

5 Comentários

  1. Elton disse:

    Grande Bola!! Sensacional o texto, ter sido No Bugs é um orgulho imenso… e pessoal parabéns pelo ótimo trabalho que vocês estão realizando, sempre que posso tenho acompanhado, mesmo de longe!! E que saudade!! Sucesso a todos.

  2. Luan Noé disse:

    Foi um enorme prazer ter conhecido o Bola! Admiro o seu trabalho, e parabéns pela ótima entrevista! 🙂

  3. João Paulo disse:

    Acho que todos nós na No Bugs temos como exemplo a trajetória do Bola dentro do MEJ, e sabemos que mesmo como pós-júnior ele tem muito a acrescentar para todos que trabalham aqui.

  4. Felipe César disse:

    Extremamente inspirador ler um texto desses. Um grande exemplo para todos do MEJ!

  5. Derick disse:

    Simplesmente sensacional, realmente é de grande inspiração a trajetória do Bola no MEJ, parabens NO Bugs, abraços,

Deixe o seu comentário!