Capacitação dos Colaboradores do Departamento de Projetos

capacitacao3 15 de outubro de 2015 Nenhum Comentário Postado por Rene Milagres

O caderno do PEG diz o seguinte sobre capacitação: “A capacitação dos colaboradores objetiva o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes que permitem o correto desempenho da função, promovendo, dessa forma, a  eficiência e a sinergia da equipe de trabalho. Para a identificação das necessidades de capacitação, devem ser considerados os objetivos estratégicos, as estratégias e as metas da empresa, gerando um plano de treinamento e assegurando a coerência entre as necessidades das pessoas e as necessidades da empresa”.

Dentro do MEJ é comum encontrar algumas dificuldades quando se tenta capacitar os membros responsáveis pelos projetos. Mesmo que não diretamente do departamento de projetos, os membros que lidam diretamente com a gerencia ou desenvolvimento do projeto precisam ser treinados para ser alcançada mais facilmente a qualidade nos serviços e produtos da EJ.

Um primeiro ponto a ser considerado é quem são os responsáveis pelos treinamentos nas EJs. Na grande maioria das EJs o departamento de gestão de pessoas é o responsável, incluindo nesse grupo a própria No Bugs. Todavia, outras realidades existem nas EJs, o departamento de vice-presidência em algumas EJs toma a frente dos treinamentos relacionados aos projetos, ensinando de forma mais geral como é o fluxo dos projetos dentro da empresa. Em outras o treinamento é gerenciado por toda a diretoria, tendo flexibilidade de qualquer diretor se tornar responsável por esse desenvolvimento. Por fim, algumas empresas tomam o próprio diretor de projetos como responsável.

Sabendo quem é o responsável pela organização dos treinamentos, deve se ter um treinamento a ser dado e alguém para dar o treinamento.

Como já deve ser sabido pela grande maioria, um dos pilares do MEJ é o aprendizado por projetos. Dessa forma, a capacitação deve ser foco de todas as instancias, e de fato existem nas instancias muitos projetos para auxiliar as EJs a treinar seus membros.

Tomando a realidade do MEJ UFV, temos alguns projetos da CEEMPRE que podem gerar treinamentos novos para todos. Dentre os projetos de responsabilidade da CEEMPRE temos o Plano de Desenvolvimento, o Treina Online e o Painel de Boas Práticas. Além desses, as Células Temáticas também oferecem um bom ambiente para se trocar práticas e treinamentos entre EJs, sendo também presentes moderadores que podem oferecer temas que por si só oferecem ideais para novos treinamentos.

Em outros níveis das instancias temos a FEJEMG que oferece o programa de Desenvolvimento em Cluster, que ajuda a distribuir o conhecimento entre as EJs, além dos núcleos de cada uma. Por fim, a Brasil Júnior oferece ao menos um direcionamento através do MEG/PEG, além do Encontro Nacional de Empresas Juniores (ENEJ) que cria uma oportunidade de trocar e absorver novas ideias de capacitação. Assim como o ENEJ, existem nas instancias mais próximas da EJ alguns eventos, como o EMEJ e o INTERNEJ no nosso caso, que podem gerar um resultado próximo, equivalente, ou até maior do que o ENEJ para o aprendizado e formulação de novos treinamentos.

Como fica evidente desses eventos, a troca de informações e conhecimento entre EJs é muito útil para se encontrar novas e boas capacitações para a empresa. Assim os Intejs ou Benchmarks que podem ser feitos entre empresas é extremamente válido. Além disso, podem ser arranjadas entre as empresas troca de treinamentos para poder tornar a parceria ainda melhor entre ambas as partes. Você aprende um novo treinamento, você transmite e exercita um treinamento dado pela sua EJ e não precisa modelar o novo treinamento, ele já é executado pela parceira nesse acordo.

Por fim, além do que já foi dito, Cases são uma outra forma de ter boas ideias de treinamento, e técnicas de treinamento. Como os cases são fontes de novas práticas pode-se sempre encontrar boas maneiras de se implantar treinamentos provenientes de empresas escritoras de cases.

Mas para algumas empresas o serviço oferecido é muito especifico e se torna muito difícil encontrar outras empresas juniores com os mesmo serviços. Em parte a No Bugs se encontra nesse grupo. Além disso, no nosso caso especifico temos os membros realizando o projeto e não apenas supervisionando-o, como é o caso de algumas empresas que usam consultores externos. Nesse caso, é muito mais fácil encontrar treinamentos dentro da própria EJ, mas como fazer isso?

Existem algumas formas de obter bons treinamentos nessas situações. A primeira forma é buscar treinamentos com pós-juniores. Pós-juniores, principalmente os formados, tem uma gama muito maior de conhecimento a respeito do mercado, pois já estão inseridos no meio. Assim algumas novas formas de preparar uma capacitação pode ser adquirida desses ex-membros, práticas essas que eles ganharam depois de serem inseridos no mercado. Além disso, pelo menos alguns deles costumam ser muito motivados em ajudar a empresa, pois eles ainda podem ter aquele conhecido sentimento de dono, que tentamos ter na EJ. Em casos como o descrito, de serviços muito específicos, esses pós juniores, tendo participado da empresa, conseguem entender e fornecer bons treinamentos.

Mas ainda tem os casos de empresas que não são muito velhas ou cujos ex-membros são bem inacessíveis. Nesse caso sempre podem haver membros de trabalho excelente que se destacam com seus méritos. Tais membros, se incentivados corretamente (mais um ponto que pode ser trabalhado pelo departamento de GP) podem ministrar treinamentos a respeito das práticas e serviços da EJ, fazendo os membros mais antigos ensinar os novos.

Esse tipo de treinamento dado por membros ainda auxilia os escolhidos para coordenar tais encontros, pois é conhecido que é muito fácil se aprender melhor e se aprofundar num assunto, ao ensiná-lo a outra pessoa.

Uma prática que pode ser aplicada para peneirar bons membros é enviar questionários aos membros, buscando por exemplos pessoas com experiência previa, que fizeram cursos técnicos ou cursos online cujos conhecimentos podem ser aplicados na EJ. Junto com essas informações ainda é possível obter quais treinamentos são mais necessários dentro da EJ com base na opinião dos próprios colaboradores.

Completando essa discussão, podemos pensar em fontes de capacitação fora do MEJ. É muito comum nesse movimento ter um pensamento focado no próprio movimento mas há algumas outras pessoas que podem oferecer o conhecimento necessário.

Como no caso citado anteriormente onde treinamentos que membros tiveram anteriormente online podem ser reusados, sempre se pode procurar treinamentos como esses. Mesmo que não hajam membros com conhecimento anterior com esse tipo de ferramenta, elas podem ser procuradas no momento presente. Existem diversos tipos de aulas e tutoriais que podem ser aplicados. Ainda lembrando que certos grupos como o SEBRAE oferecem ferramentas e aulas de graça que podem ser usados pelas EJs.

Os parceiros que não são empresários juniores podem ser procurados também, além de grupos de empresários locais que estejam dispostos a colaborar e fazer parcerias com as EJs, trocando serviços por treinamentos.

Fora do MEJ, e muitas da vezes dentro, até mesmo os próprios clientes podem ser usados para se definir quais capacitações devem ser dadas. Os feedbacks que eles podem oferecer dão margem a um estudo da situação da empresa em muitos aspectos da realização dos projetos.

Portanto, de todas as formas citadas é possível retirar os meios, idéias e aplicadores de capacitação para os membros desenvolvedores e gerentes dos projetos nas EJs. Mas acima de tudo, se nada der certo, como donos das nossas empresas, existe uma coisa que sempre podemos fazer em situações onde não conseguimos muita colaboração de outros. Como donos podemos sempre dar a cara a tapa e, mesmo estudando por conta própria se necessário, oferecermos nosso próprio tempo e esforço para criar novos treinamentos, e aplicá-los.

A única coisa que nunca se pode ter dúvida é que apenas com esforço, estudo e treinamentos contínuos que uma empresa pode alcançar a tão sonhada excelência. Nenhuma empresa Top Of Mind chegou onde está sem isso.

 

Texto de Samuel Guimarães | Diretor de Projetos da No Bugs

Sobre - Rene Milagres

Graduando em Ciência da computação pela Universidade Federal de Viçosa e Gerente de Comunicação da No Bugs.

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