Planejamento Financeiro – A estratégia em jogo

op3 1 de outubro de 2015 Nenhum Comentário Postado por Daniela Gomes

Quando pensamos num contexto de pequenas empresas e de empresas juniores, muitas vezes a parte do administrativo financeiro é vista como muito operacional e com trabalho apenas por demanda. Porém, esse quadro pode, e deve ser mudado. Essa área de qualquer empresa tem um papel muito importante na tomada de decisões e formulação de estratégia da empresa, através do planejamento financeiro!

Mas, começando do início, o que podemos entender por planejamento financeiro?

O que é o planejamento financeiro?

Primeiramente, é necessário esquecer o pensamento de que planejamento financeiro é só um amontoado de planilhas sobre gastos e recebimentos. Um modo muito efetivo de ver o planejamento financeiro é como um conjunto de etapas para melhorar a saúde financeira da empresa e, consequentemente, chegar mais rápido nos objetivos e metas pré-estabelecidas. Dessa forma, o planejamento financeiro é um grande auxiliar para focar o rumo da empresa no cumprimento de metas e indicadores estratégicos para a missão, visão e valores dela. Por esse motivo, ele deve ser desenvolvido sempre levando em conta o Planejamento Estratégico da empresa.

Desse modo, pensando no planejamento financeiro como um conjunto de etapas, é possível classifica-las do modo a seguir:

1- Comunicação

Essa etapa inicial é voltada para os colaboradores da empresa, para que a área financeira se comunique melhor com eles. É a hora de desmistificar o planejamento financeiro e mostrar a importância do controle efetivo do dinheiro e porque ele deve ser voltado para ações estratégicas.
É importante também que, nesse momento, seja criado o interesse dos colaboradores pela saúde financeira da empresa. Uma forma interessante é o uso de informativos mensais do financeiro da empresa, mostrando sempre as entradas e saídas de caixa de forma simples e transparente. Isso deixará todos mais informados do estado atual da empresa, e será mais fácil argumentar sobre possíveis cortes em orçamentos.

2- Análise Financeira

Essa parte é mais voltada para o trabalho com dados. Colete todos dados de anos passados, em um prazo de dois a três anos, e tente entender o comportamento dos gastos e das receitas a partir deles. Verifique, por exemplo, se existem padrões de meses onde os gastos são muito elevados, ou se existem momentos em que as receitas caem, historicamente. Outra análise muito interessante é a de qual área de sua empresa gasta mais, e após isso, se questionar do por quê e com o quê.
Além disso, uma análise do momento atual da empresa também é importante, como o quanto é necessário para gastos fixos, o quanto já é sabido que entrará em caixa e o quanto sairá.
Para essa etapa, é importante que a empresa adote um modelo de gestão de conhecimento nas finanças, mas caso isso não ocorra, é o momento ideal para começar a fazê-lo. E é nessa etapa também que é interessante fazer um plano de gastos para os meses futuros, usando todo o insumo já coletado.

3- Definir objetivos e metas

Agora, é necessário definir métodos para verificar se o planejamento financeiro tem sido eficiente.
Então, podem ser definidos objetivos, que é basicamente o estado que você quer que sua empresa ou departamento esteja no futuro, e metas, que é o modo de quantificar o objetivo e verificar se ele está próximo de ser alcançado ou se já foi alcançado.
Nesse momento que deverão ser definidos os resultados e o futuro que você quer para seu planejamento. Portanto, é necessário sempre levar em conta o desenvolvimento atual do financeiro, e traças objetivos e metas tangíveis e realistas. Quanto mais madura estiver a gestão de sua empresa, maiores e mais complexos poderão ser esses desafios, mas é importante começar de modo mais simples.
Além disso, os objetivos e metas deverão ser traçados tendo em vista os objetivos estratégicos da empresa como um todo.

4- Escolha de caminhos

Depois de definido aonde se quer chegar, é preciso definir como chegar. Nesse momento, devemos pensar qual o melhor caminho a seguir para alcançar os objetivos anteriores, e consequentemente, o melhor caminho para a melhor estratégia da empresa.
Quanto mais caminhos forem notados, melhor. Porém, é necessário perceber que um deles pode se destacar por ser o melhor caminho a se seguir na atual situação da empresa, e será ele que trará mais resultados. Além disso, um plano B é sempre importante, pois incidentes podem ocorrer, e a relutância em mudar os rumos quando necessário pode trazer prejuízos muito grandes.

5- Coleta de resultados e aplicação de melhorias

Nesta última etapa, o mais importante é a análise de tudo o que foi feito. É nesse momento que as falhas surgirão, mas também os resultados. É o momento de consertar falhas e melhorar o planejamento, para alcançar mais resultados.
É importante frisar que essa etapa deve ser feita muito regularmente, para que exista tempo hábil de mudança dos rumos para se adequar à nova realidade da empresa.
É nessa etapa que deverá ser verificado se tudo o que tem sido feito condiz com a realidade da empresa e se o planejamento está no rumo certo para alcançar o melhor para a empresa e os colaboradores. Não se deve ter relutância em recomeçar um planejamento se os resultados obtidos não trouxeram melhorias efetivas nos campos necessários, ou se os resultados vieram a partir de privação de outras atividades importantes.
Num primeiro momento, poderão ser vistas muitas falhas, mas é importante aplicar o PDCA e melhorar o planejamento, para que a cultura do planejamento financeiro seja criada e passe por constantes melhorias!

Mas, afinal, como o planejamento financeiro pode afetar a estratégia da empresa?

Como vimos, o planejamento financeiro é mais que um plano de gastos. Ele serve para a análise crítica da situação financeira da empresa, e para o planejamento e execução de ações que usem os recursos de forma estratégica, a fim de que esses recursos sejam gastos onde eles realmente farão diferença. Desse modo, o planejamento financeiro age executando ações voltadas para o gasto inteligente do dinheiro, condizendo sempre com o que foi estabelecido que seria meta, missão e visão da empresa no Planejamento Estratégico!

Concluindo, o planejamento financeiro é de suma importância para qualquer empresa, além de poder ser aplicado para a vida pessoal também. Cabe a cada empresa ou pessoa adequá-lo às suas necessidades e realidades, sempre tendo em vista os objetivos a serem alcançados.

Autor do artigo: Alan Mariano

Sobre - Daniela Gomes

Graduanda em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Viçosa e Diretora de Comunicação da No Bugs.

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